Descubra o que é CT-e e por que é importante atentar a isso

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A tecnologia tem modificado, inclusive, a gestão dos documentos. Desse modo, o acúmulo de papéis que devem ser arquivados em uma transportadora hoje é armazenado virtualmente, pois ganharam versões eletrônicas, como é o caso do CT-e.

Quem trabalha com transporte de carga sabe o quanto esse documento é relevante para suas operações. Logo, se você é um gestor dessa área, é imprescindível que saiba sobre suas funcionalidades e benefícios. Por isso, continue a leitura e conheça mais sobre o assunto.

O que é CT-e e como se diferencia da NFS-e?

O Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) é um documento de prestação de serviço de transporte de cargas para fins fiscais. Ele é utilizado no modal rodoviário, aéreo, ferroviário, aquaviário ou dutoviário. Como tem assinatura digital, é válido juridicamente no território brasileiro e quem controla a recepção e autorização é a Receita Federal.

O CT-e substitui diversos papéis que eram usados para essa função de fiscalização, como o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8; Aquaviário, 9; Aéreo, 10; Ferroviário, 11; Nota Fiscal de Serviço de Transporte (NFS) Ferroviário de Cargas, 27; e NFS de Transporte, modelo 7.

Geralmente, a emissão do CT-e e da Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) causa confusão, pois o primeiro deve ser emitido quando houver uma prestação de serviço de transporte de cargas entre municípios ou estados brasileiros. Já a NFS-e precisa ser feita quando a entrega ocorre no mesmo município.

No entanto, a emissão do CT-e é de responsabilidade das transportadoras nos modais ferroviário, aéreo e dutoviário. Logo, no rodoviário ele deve ser anexado pelas empresas que são contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que constam no Ajuste SINIEF nº 9/2007, optante pelo Simples Nacional ou que são operadores no sistema multimodal de cargas. Empresas que são Microempreendedores Individuais (MEI) não são obrigadas a fazerem o Conhecimento. Todavia, vale ressaltar que não existe outro documento que o substitua.

Quais sãos os seus benefícios?

O CT-e agiliza e facilita muito a fiscalização pelo Fisco, visto que a Receita Federal é a própria coordenadora do processo. Além disso, ao emitir esse documento, a empresa terá diversas vantagens. Confira abaixo.

Redução de gastos

A maior conveniência é quanto ao caixa da empresa, pois o CT-e diminui a compra de papéis e demais insumos necessários dentro do escritório, além de promover uma gestão tributária direcionada ao transporte de carga e processos mais transparentes. Com isso, a transportadora fica protegida contra as autuações fiscais. Ele também auxilia na emissão de relatórios contábeis ao receber a visita da fiscalização federal.

Melhora da organização

Além do controle fiscal, como dito anteriormente, o departamento de recursos humanos consegue fazer uma gestão da transportadora mais organizada. Sendo que o Conhecimento de Transporte Eletrônico é preenchido automaticamente e com muita precisão. Para melhorar esse processo, os funcionários devem substituir os trabalhos manuais e repetitivos por documentação eletrônica que elimina os erros de escrituração. Assim, eles precisam ser automatizados. Sem isso, perderá credibilidade e desempenho.

Logo, é necessário utilizar a tecnologia para transportes que há disponíveis no mercado. Essa modernização não se limita ao CT-e, mas também inclui investir em um software de gestão de transportes de cargas para que toda transação seja tratada na esfera digital.

Otimização de espaço físico

Também são beneficiados os espaços físicos dentro da transportadora, uma vez que toda sua documentação estará armazenada em arquivos digitais e virtuais, por pelo menos cinco anos. Dessa maneira, será possível utilizar as salas para outros departamentos ou atividades mais produtivas, sendo que não precisará mais delas para armazenar papéis.

Aumento da segurança

Ao apresentar os documentos necessários durante uma fiscalização dentro da transportadora, os gestores terão segurança quanto às informações emitidas e os dados serão mostrados com agilidade. Isso porque eles já estarão organizados virtualmente, bastando somente imprimir o que foi solicitado.

O relacionamento com os clientes também ficará mais próximo devido à possibilidade de transmitir os documentos de forma online. Inclusive, eles poderão acompanhar o processo virtualmente.

Otimização de tempo

Com o CT-e, a fiscalização dos caminhões nas fronteiras interestaduais é mais rápida, pois as informações estão digitalizadas. Assim, os postos fiscais conseguem concluir os processos exigidos com maior agilidade, não atrasando a viagem do profissional e, consequentemente, a sua entrega.

Simplificação das obrigações

O Conhecimento de Transporte Eletrônico permite a simplificação das obrigações acessórias por causa da dispensa da Autorização de Impressão de Documentos Fiscais (AIDF). Além deste, no futuro, outros documentos serão simplificados ou mesmo eliminados.

Diminuição de riscos

Como todos os dados da prestação de serviço realizada está em um ambiente virtual, a empresa não corre o risco de perder os documentos fiscais, porque eles têm cópias seguras, caso algum problema aconteça.

Como é feita a emissão do CT-e?

Primeiramente, é preciso fazer o cadastramento na Secretaria da Fazenda. Para isso, a transportadora deverá possuir o certificado digital padronizado pela ICP-Brasil, dispor de acesso à internet na empresa e fazer o credenciamento na SEFAZ do seu estado, informando o seu CNPJ. Depois, é necessário:

  • escolher o programa emissor de CT-e, visto que cada um trabalha de uma maneira, logo, deve-se optar pelo mais adequado às suas necessidades;
  • identificar o vendedor que disponibilizou o arquivo XML da NF-e para a transportadora e o transportador que emitirá o Conhecimento;
  • enviar o CT-e para a SEFAZ para que ela autorize o documento.

A partir daí o transporte pode ser iniciado. Entre as informações imprescindíveis para preencher o CT-e, estão os dados:

  • do emitente;
  • do remetente;
  • do tomador que será responsável pelo pagamento do frete e do destino;
  • da Nota Fiscal e demais elementos sobre o ICMS e Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP);
  • do veículo e do motorista, quando a carga for tipo lotação.

Após a autorização do Fisco, a transportadora poderá produzir o cancelamento, carta de correção, CT-e de substituição, CT-e de anulação, MDF-e autorizado e MDF-e cancelado quando for neecssário.

Diante de tanta novidade tecnológica, é preciso acompanhar os avanços para que a transportadora seja competitiva em seu mercado de atuação, assim como oferecer uma prestação de serviço de qualidade, sempre cumprindo as obrigações fiscais. Por isso, esse artigo sobre o que é CT-e se faz relevante para suas operações.

Agora, que você já entendeu sobre esse assunto, sugiro que leia mais a respeito da gestão de transporte e sua importância para a transportadora!

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