Cálculo de depreciação de veículo: entenda como fazê-lo!

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Você sabia que é muito importante entender como se faz o cálculo de depreciação de veículo? Sem ele, sua empresa está perdendo dinheiro. Afinal, é um processo que reduz o valor da sua frota devido ao desgaste de uso, ação da natureza, falta de utilização etc.

Logo, o caminhão não terá o mesmo valor de venda como quando comprou. Assim, perceber essa dinâmica é relevante para descobrir qual o momento ideal de fazer sua troca ou apenas vendê-lo. Então, leia o post a seguir e aproveite para aprender mais a respeito. Vamos lá?

Quais são os sinais de depreciação de uma frota de veículos?

Primeiramente, é necessário compreender o conceito da depreciação dos veículos. Assim, ela consiste na perda do seu valor comercial, conforme os anos vão passando, uma vez que o veículo tem vida útil e, com o tempo, o caminhão é desvalorizado.

Por isso, esse processo não pode ser considerado um investimento, mas uma despesa para que as contas se mantenham equilibradas, já que haverá gastos com ele. Diante disso, há vários fatores que demonstram o deságio da frota. Confira quais são eles!

Tempo de fabricação

O valor do automóvel depende do tempo de fabricação e ano do modelo — principalmente desse último aspecto. Sua diferença varia entre esses requisitos de acordo com a época em que foi produzido.

Por exemplo, um caminhão seminovo com dois anos de uso tem uma diferença de 15%. No entanto, aqueles com mais de cinco anos chegam a 10%, enquanto os mais velhos variam entre 5 a 6%, segundo dados da InfoMoney. Outro detalhe que deve ser considerado são os complementos que o veículo tem, bem como o estado de conservação e modelos.

Quilômetros rodados

Igualmente relevante, o número de quilômetros rodados precisa ser avaliado, pois acima de 60 mil quilômetros é necessário avaliar as condições das peças — sendo que pode haver gastos elevados com manutenção, ou seja, compra para troca e mão de obra.

Histórico de acidentes

Verifique na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), por meio do documento do veículo, se ele tem histórico de acidentes. Inclusive, observe se as portas não fecham direito por estarem desalinhas, assim como, para-choque, capô, porta-malas, se tem avarias na lataria, tons de pintura diferentes, entre outras características.

Veja também se não o caminhão sofreu problemas com enchentes ou alagamento ao avaliar a presença de terra por baixo dos carpetes e bancos , assim como mau cheiro. Na verdade, leve-o no seu mecânico de confiança para uma análise geral.

Tecnologia desatualizada

Caso algum caminhão de sua frota não tenha muitos recursos tecnológicos, será mais difícil de ser comercializado. As exigências do mercado atual exigem que o veículo tenha ar-condicionado, vidros e trava elétricas, trava lock para container e antifurto, tacógrafo, software, entre outros itens.

Como a depreciação da frota pode prejudicar os resultados da empresa?

É uma questão de lógica que os automóveis mais novos oferecem eficiência energética, maior desempenho e compatibilidade tecnológica, fazendo integração com aplicativos mobílies e wireless, além de economicidade. Logo, os antigos sofrem a depreciação por causa de recursos desatualizados, perda de força, baixa produtividade e redução nos lucros. Essas limitações acarretam desvantagens operacionais em relação aos tecnológicos, até porque sofrem intervenções constantes para manutenção, ficando indisponíveis.

Desse modo, para fazer o gerenciamento da depreciação da frota, é necessário basear-se em critérios técnicos que avaliam a viabilidade econômica, a condição operacional e a política financeira da empresa.

O momento mais adequado a troca é aquele que minimizará os custos em longo prazo, aumentando a produtividade. Contudo, é imprescindível monitorar custos e fatores como valor de mercado dos caminhões e das manutenções realizadas, custo da desvalorização, consumo de combustíveis e desempenho.

Para ajudá-lo nesse processo, existem sistemas de gestão virtual que fazem o acompanhamento de maneira automatizada e otimizada para que nenhum item passe despercebido. Nele, o transportador terá serviço de emissão de documentos fiscais e financeiros, controle das operações do caixa, transporte fracionado, coleta, entrega e gestão de pneus e de frota.

Como fazer o cálculo de depreciação de veículo?

O cálculo não é complicado, mas para chegar ao resultado, é preciso fazer as contas estimando quanto de valor o automóvel perderá em cinco anos. Para isso, você dividirá o valor do caminhão zero quilômetro por cinco, descobrindo o preço anual de desvalorização. Depois, pegue esse resultado e divida por 12, conforme os meses do ano encontrando o deságio mensal.

Suponha que o valor de compra do seu caminhão foi de R$ 50 mil. Dividindo esse custo por cinco, dá R$ 10 mil de depreciação anual. Depois, faça o mesmo, só que por 12, o valor será R$ 833,33 por mês.

Entretanto, essa explicação foi mais simplista e informal para que você possa incluir o valor final nas suas despesas mensais. Ela é indicada para pequenas empresas e caminhoneiros autônomos. Por outro lado, ainda existem a depreciação gerencial e a contábil, que são mais complexas e, geralmente, feitas por contadores. Essas são direcionadas a médias e grandes empresas devido ao regime fiscal que é diferente.

Para facilitar as contas, é possível recorrer à tabela FIPE, que usa o cálculo como uma das variáveis para a depreciação. Produzido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o documento apresenta os preços médios dos veículos no mercado brasileiro.

Dessa maneira, fica mais fácil ter um parâmetro para as negociações e transações a serem efetivadas. Ressaltando que o preço muda de acordo com o estado de conservação, os itens opcionais e o modelo de veículos novos, seminovos e usados.

Enfim, ao resolver trocar sua frota, esteja atento e faça o cálculo de depreciação de veículo para que não tenha prejuízo. Afinal, ele não pode ter desvalorização maior do que o estimado por ano e de preferência que seja vendido acima do valor da tabela FIPE. Outra dica é, na hora da compra do caminhão novo, não inserir itens desnecessários que aumentarão o preço, até porque eles não influenciam quase nada quando for vender.

Se quiser aprofundar seus conhecimentos, sugiro que leia o artigo sobre controle de abastecimento de frota: 5 dicas para ter mais eficiência. Com isso, você aprenderá a diminuir custos e melhorar a sua lucratividade!

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